Blasés

domingo, 5 de fevereiro de 2012
É tão rápido quanto um cometa
Tão direto quanto uma vinheta
Tão urgente quanto uma má notícia
Tão voraz quanto mil ninfetas

A dinâmica que muda
Ao mesmo tempo em que a musa
Se mostra de lá
E desperta sentimentos descarados

E o abstrato é um medo real
Mesmo sendo, assim, tão fácil enxergar
Abstrato é um credo letal
Abstrato é um medo real

É tão sério quanto uma lambança
Tão etéreo quanto uma doce lembrança
Tão intenso quanto o suspiro final
Tão algoz quanto a inconstância

A dinâmica que muda
Ao mesmo tempo em que a disputa
Se afasta de lá
E provoca movimentos arriscados

E o abstrato é um medo real
Mesmo sendo, assim, tão fácil enxergar
Abstrato é um credo letal
Abstrato é um medo real
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Bonito, bonito...
É o sonho que se confunde à lucidez
Beijos são icônicos, quase que platônicos
Muita sedução e o rastro invisível
De fogo, de fogo

Ser fair play é imaginar
E isso é foda...
1, 2, 3...
Pausa pra respirar
Uma sutil moda

Ah!
Deixe o seu corpo vir dançar
Queima, fogo!
E o desamor será
O melhor ópio

Quando os institos perdem pro juízo,
Eles voltam mais fortes?
Eles vencem as mortes?
Ou aumentam os medos?

Quando os destinos pagam os prejuízos
Eles mudam a sorte.
Facilitam os cortes
E nos convidam ao gozo.

Ah!
Deixe o seu corpo vir dançar
Queima, fogo!
E o desamor será
O melhor ópio
sábado, 19 de novembro de 2011
Mais emoção
E menos razão
Ser reticente, quase indecente,
Ranger de dentes...
Raiva e decepção.

Não por não
Talvez melhor um sim
Falsos macetes
Presos na rede,
Mate-me a sede
De burlar sua intenção

Um labirinto em cores fortes,
Um infinito universo,
Grafismos e fonemas incertos
Se achar é pura sorte

Mas, devagar!
Assim é que o amor
Vai nos pegar...
Melhor é se render

Contra apatia, intuição...
Contra covardia, só o perdão
É sabedoria
Viver dia após dia
Essa simetria é pura alegria

Um brinde ao que for,
Um brinde, minha flor!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Até relógios se esqueceram
E fatos se perderam assim
Como quem quer enxergar o óbvio,
O ócio te consome até o fim

Veste a culpa e vem
Despe-me o medo, meu bem
Feche os olhos,
Aguce os gostos

Se deixe rir, num ir e vir

Mas não me confunda
Com qualquer desculpa
Sobre o que acontecer depois...

Há uns meios para se perder, amor
E tanto desespero assim é dor
Atente para os espólios
Veja que o mito é o ódio

Corra contra o tempo
E veja o quanto é impossível a perfeição
Não nos perca de vista,
Navegue em recaídas

Esse é um sentimento bom
Que desemboca no fervor
De qualquer ilusão.
E os pensamentos raros surgem
Na velocidade desse bons momentos,
Escaneiam nossas vidas, curam as feridas
E imprimem o existir.

Caleidoscópios se quebram
E atos irromperam
Você não quer enxergar óbvio,
Mas o ócio nos consome até o fim.
domingo, 23 de outubro de 2011
Devastado e corrompido
Pela luz que vem de lá
Não pense que é impossível
Alcançar um outro plano
Sem sair do lugar

Os brilhos mais perfeitos
Escondem os defeitos

Dessa doce embriaguez
Que faz a mente se dividir
Em outros corpos,
Em vários copos

Um brinde à você!
Vem me entorpecer

A qualquer momento
Com tantas lembranças
E milhões de historias
(traz-me o desespero)

Tenho tanto medo
De viver com medo
Do que é tão bonito
E foi esquecido

Mais, eu quero mais
Uma dose de você

Das 12 vezes que tentei
Não tive como entender
- Por que que somos ilícitos?
-É impossível falar!

Meu crime perfeito
Esconde seu beijo

Dessa doce embriaguez
Que faz a mente se dividir
Pelo seu corpo, em vários copos

Um brinde ao amor!
Vem me entorpecer

A qualquer momento
Com tantas lembranças
E milhões de historias
(traz-me o desespero)

Tenho tanto medo
De viver com medo
Do que é tão bonito
E foi esquecido

Mais, eu quero mais
Uma dose de você
sábado, 22 de outubro de 2011
A calma inocência
É fugaz alegria
De um breve conforto

E o conforto é intento...

A sua desordem
É minha, só minha.
Meu melhor desgosto

E de gostos eu entendo...

Confusão, aqui tá bom.
Revisitar é se iludir?
Mas, paixão, cadê razão
Pra superar nosso existir?

A certa prudência
Do próximo passo
É pura indecência

Indecente é nosso jogo...

A sua loucura
É nossa, só nossa.
É efeito colateral...

De frases de efeito eu entendo...

Confusão, o lado de lá é bom.
Reconquistar é se perder?
Mas, paixão, cadê razão
Pra não seguir esse fluxo estúpido?
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Depois do surto,
O soco moral

Depois do ódio
O amor é brutal

Faz tanto tempo
Que nada está
Tranquilo e no silêncio
Aumenta-se o incêndio

Depois do ópio
O prazer é imoral

A um suspiro do inspirar
O ocaso da angúsita
Se dá com astúcia

Arte pela arte
E todo sufoco à favor

Eu sou corpo, você a alma
Você a calma, eu o desconforto

É tão confuso, confuso
Pecar e brindar

Após o brinde
A razão vem te buscar

Do seu abrigo escondido
Que está
Tranquilo e no silêncio
Mais lenha pra esse incêncio

Na insobriedade
O desejo é mortal
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Perfeito no contexto
Incerto no geral
O medo é o que rejeita...
Isso é normal

Complexo como o sexo
O desejo é tão real
O risco é a desculpa
Mais fatal

Deixe entrar (e use!)
Deixe rolar (acuse!)
Deixe o amor que ele vem depois...

E se chegar (abuse!)
Se não vingar (recuse!)
Busque algo melhor
Pra esquecer

Lá onde sentimentos
Se confundem em cores
Onde a solidão é a menor das dores
Onde o óbvio é óbvio...

Seja um novo texto
Que foge do real
Arrisque o seu beijo mais fatal

Não deixe rolar inércia
Não deixe de entrar em transe
Não deixe os desejos pra qualquer depois...

Se o amor chegar (abuse!)
Se não vingar (recuse)
Busque algo maior

Deixe, deixe, deixe...
Não deixe!
Deixe-me entrar
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Defina o gosto
Sem medo
E não confunda
Os desejos

Vem, me aperte mais forte
Que a sorte
Dos desamores rebeldes

Nervos à postos
Suave...
Perde-se mais um
Embate

Sempre o amor nos vence
No ventre há um amor pra sempre

Existe exatidão
Em meio ao caos?
Doce devaneio
Leve despero
Vai passar...
Vai passar...

Sempre é o amor que vence
No peito dor e amor pra sempre...
domingo, 16 de outubro de 2011
Todos os amantes são mentirosos
Todo amor nunca resiste ao ócio
Toda cor precisa ser revisitada
Nunca há dor que não se junte ao nada

De qualquer adeus
Que bom te rever
Se o fim morreu,
Então minta pra mim

Todos os amantes são menticulosos
Todo amor é apaixonado pelo ódio
Toda cor tem um fim em degradê
Que nunca deixa morrer

O fim que recomeçou
O adeus ao castigo
Se o amor for um mito
Então minta pra mim
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