Blasés

sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Nunca tive um blog. Não por falta de oportunidade ou de tempo… mas porque tenho um sério problema em dar continuidade à algumas atividades as quais me aventuro. Mas é isso pode parecer boçalidade mas não VIA como dar continuidade a um blog. Enfim… faltava um OBJETIVO. Ou qualquer outra coisa do tipo.
Falando em objetivo… Certa feita estava eu proseando com uma criatura de Deus e ela estava falando que não sabia o que queria da vida(coisa pra lá de normal à nós, pertencentes a geração 1985-1990), e que isso a incomodava muito. Minha réplica foi a seguinte: “Pior é saber oque se quer, mas não saber o caminho pra chegar lá”; a tréplica: “Pelo menos você sabe o que quer, você tem um objetivo…”. Foi entao que tive o primeiro insight filosófico de minha vida e proferi a seguinte sentença: “O objetivo resulta de um estímulo qualquer. O que me faz inferir que viver é improvisar”. Dito isso, vou deixar a conversa de lado e tentar discorrer sobre esse pensamento.
Segundo o dicionário, Objetivar é pretender algo, é tomá-lo como fim. E improvisar é inventar algo na hora. Partindo desse ponto, vamos a uma análise superficial disso tudo(haja vista que isso não é um texto científico). Se objetivar é querer algo, antes de qualquer coisa, esse algo mexeu com as sensações e, até mesmo, com a auto-estima da gente. A partir desse momento surgem os planos, as metas e as estratégias para se chegar onde quer. É algo que surge “na hora” e que, após uma rápida análise, nós acabamos por fazer projeções.
É lógico que esse “na hora” torna-se uma metáfora se formos exemplificar a vida escolar de uma pessoa, até porque a sociedade já impõe objetivos… Mas o improviso se faz sempre presente mesmo nessa vida escolar. Quando somos obrigados a escolher uma profissão. É aí que analisamos que características de uma área qualquer mais mexem com os nossos instintos, causando os estímulos.
Longe de ser um filósofo e muito mais ainda de ser um psicólogo, é importante salientar que essas metáforas e filosofias de boteco aqui ditas tornam-se incrivelmente latentes no limiar das escolhas mais importantes da vida(essa faixa entre os 18 e 28 anos). Mas, fazer oque?
Vou continuar blaseando, focado no meu objetivo e improvisando sempre…

1 comentários:

Iaiá disse...

E viva aos anos 80! Rs..

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