Blasés

domingo, 7 de setembro de 2008
Bendito Nietzsche… causador de uma das maiores reviralvotas na minha vida… eu fui obrigado a fazer auto-reflexões… e achei muita coisa de errado na minha forma de lidar com meus problemas. Segundo ele se o universo tivesse um objetivo ele, pelo tempo de existencia, já o teria alcançado. Que tudo que aqui existe, já existiu outras vezes. É aqui que eu cheguei a meu segundo insight filosófico(tô começando a gostar disso): “Nós sempre temos um antagonista que nos faz acreditar em belas mentiras.”
Lá vou eu tentar explicar minha filosofia de boteco… Que nós somos PROTAGONISTAS de nossas próprias vidas não é nenhuma novidade, mas se imaginarmos que a vida é um roteiro de teatro(ou cinema, ou qualquer história contada) veremos que estamos cercados de coadjuvantes e antagonistas. Os coadjuvantes são as pessoas que fazem parte das nossas vidas(é importante salientar que o coadjuvante TAMBÉM é de muita importancia na vida do protagonista). São nossos amigos, parentes, conhecidos, namorados ou namoradas… é aquele povo que faz justificar a máxima de que o homem é um ser social. O antagonista, ah! O antagonista! Maldito/Bendito antagonista! Pode, muito bem, ser um dos coadjuvantes que venha a se destacar entre os demais e interferir diretamente nas ações do “mocinho”. Ele é o oposto do protagonista. É o “bandido”. Tá lá, muitas vezes pra atrapalhar. Como pra ajudar. Mas NÃO necessariamente deve ser uma pessoa. Pode ser a nossa consciência… Sim ela mesma! É lá que moram nossos preconceitos sobre as coisas… as memórias do incosciente coletivo.
Eu quero(quis) chegar a este ponto: Nossos antagonistas(interiores ou exteriores) nos impedem de enxergar algumas situações que podem vir a ser incomensurávelmente prazerosas. Nos privam de conhecer pessoas, lugares, situações que, eventualmente, causem enriquecimento interior. Contam belas mentiras e muitas vezes nos fazem acreditar que não há possibilidades de melhoria, emulando uma realidade borrada. É IMPORTANTE lutar contra ele porque faz bem pro ego e nos prova que existem sim milhões de outras realidades já existentes(segundo Nietzsche) e prontas pra serem revividas.
E quando acontece do “mocinho” dar um fim no “bandido”?
Ah! Eu pedi pra IMAGINARMOS que a vida é como um roteiro… e como a vida só acaba quando a gente morre(?), ela mesma se encarrega de arranjar outro vilão. Seria mais uma bela mentira acreditar que SEMPRE no fim tudo dá certo.

2 comentários:

Escrito pela saudade... disse...

É eu acho que se minha vida fosse um roteiro... o antagonista seria eu mesma... a pessoa mais dificil de se vencer é a si mesmo, mudar de "ideias" então, é um renascer.

É interessante pensar na vida desse modo, sem esquecer todos os outros modos possiveis é claro


bjo!

Iaiá disse...
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